Robs observando

O mundo pela minha ótica

Obrigação

Ser feliz parece uma obrigação em certos momentos.

Em semanas como esta questiono diversas vezes se estou no caminho certo, se a direção ainda é a mesma. Descubro coisas que não gostaria de ter enxergado. Me recolho em um canto solitário e fico lá pensando se tudo deveria ser como está.

Procuro sorrisos e vejo muita cabeça baixa. Procuro abraços e vejo um distanciamento incompreensível. Procuro você e só encontro um espaço vazio ao meu lado. Não deveria ser assim.

Me ocupo ao máximo, cabeça vazia é aquilo que vocês já sabem. Acho sentido em frases cantadas en um disco que não gostei. Acho que acho demais, que procuro demais. Devia não pensar. Devia deixar como está. Afinal “não vê saida a não ser levar um dia após o outro”, ela diz.

Não devo ser assim, não sei ser assim. Questiono o tempo todo o porquê. Me deixo levar por coisas que não devia. Me decepciono uma vez mais. Ciclo sem fim e dores brandas. Até a sentir dor me acostumo.

É cobrança de um lado e do outro também. Internamente ela é ainda mais forte.

Ser feliz parece uma obrigação em certos momentos. E eu tento cumprir ao máximo. Me obrigo.

3 Outubro, 2009 Publicado por robservando | Divagações | | 1 Comentário

Pensamentos soltos traduzidos em palavras**

…ou anotações do caderninho de folhas coloridas que está próximo de seu último suspiro.

* Escrever pode ser um modo de desabafar. Uma válvula de escape. Mas por outro lado pode ser também uma forma de cutucar feridas e fazer constatações que não quero. Infelizmente por esse motivo acabo escrevendo com ainda menos frequência. Lembra daquele papo de “sou apenas mais um alegre deprê”? Pois é!

* Cultura é uma coisa realmente inspiradora! Ler o livro da Takai (NUnca subestime uma mulherzinha) me fez voltar a pensar em criar vergonha na cara e escrever diariamente ou ao menos semanalmente uma crônica que seja. Um dia, quem sabe.

* Ego é uima coisa complicadíssima de lidar. Arrogância é pior ainda. Quando um arrogante nato tem seu ego abalado então… sai de perto!

* Dar a máxima atenção possível as menores coisas cotidianas pode ser recompensante. A cor e o cheiro da maçã da menina do banco da frente no ônibus me deixou com água na boca! Maldito aparelho!! Nota mental: 1ª coisa que vou comer quando me livrar dessa coisa.

- Dos meus defeitos eu sei ou mea culpa

* Não sei receber elogios. Sempre procuro uma justificativa e uso alguma frase sem sentido ou sem cabimento. Pelo que me lembro nunca saiu apenas um sorrisinho ou o costumeiro obrigada. Algumas vezes até complemento com informações de onde comprei, quanto paguei e por aí vai…

* Morro de medo de ouvir um não. Com isso muitas vezes nem questiono ou convido. Mas isso é grave viu? Já imaginou se a outra pessoa também sofrer desse mal? Eu já. Já até perdi um show do RHCP por isso.

* Não sei lidar com pessoas nervosas ou muito reclamonas. Eu até tento, ofereço ajuda. Mas se continuam reclamando muito eu tento a começar a torcer pra essa situação passar logo.

* Tenho tendência a me boicotar. Principalmente por medo de falhar. Já até perdi a conta de quantos boicotes me dei. São inúmeros, disso tenho certeza. O pior? É lidar com a frustração que vem assim que perceço que fiz isso mais uma vez. E aí prometo que foi a última vez. E nunca é, claro.

* Canso de pensar. Ou de anotar tudo que penso. Muita coisa se perde. Outras se ganham.

 
** Jota Quest – O que eu também não entendo
Só pra registrar mais uma lembrança recorrente nessa semana. Quando tinha os meus 15 anos fui pela última vez no show dessa banda e pulei enloquecidamente ao som de “o telefone é 3555 e a casa dela é na avenida 35″. Ahhh que saudade!

29 Setembro, 2009 Publicado por robservando | Divagações, faltadoquefazer | | 2 Comentários

Inspiração admirável

Algumas mudanças aconteceram e eu estou um pouco mais livre enquanto devo cumprir um certo espaço de tempo em um lugar determinado. Em outras palavras: o serviço no trabalho está sossegado. Mas dizem que é pra ficar melhor um pouco pra frente. Acredito e fico na minha, deve ser o melhor a fazer por enquanto. Espero mais mudanças.

Com isso, pra me manter acordada e não atacar a gastrite com excesso de café coloco minhas leituras virtuais em dia. Eu não consigo ler textos muito grandes nessa telinha que me seca os olhos, sinto falta de sentir o peso de um livro nas mãos. Já blogs de amigos e pessoas que admiro, ah… aí é uma facilidade só.

Tem uns e outros que não tenho muita paciência. Escritos em “internetês” faço questão de manter meu navegador longe, coisas muito fúteis também não figuram no meu histórico. Agora 90% dos que estão nessa lista aí do lado são responsáveis por me fazer pensar e chegar com um sorriso ou lágrimas no final de um post. E aí tá feito o casamento.

Um em especial me faz bem sempre. É propriedade de um cara que admiro há um certo tempo. Ele lá em cima do palco com a guitarra e seu ar de Jack Skellington. E eu quase sempre na primeira fila aplaudindo a banda da qual ele faz parte (vale dizer aqui que nunca tive problema em manifestar meu lado tiete, acho isso bem saudável na verdade. Idolatria não, mas admiração é praticamente um elixir da felicidade).

A banda: Nenhum de Nós. O guitarrista blogueiro: Carlos Stein. O blog: Trocas Justas (http://carlosnenhum.blogspot.com).

É impressionante a familiaridade e intimidade que ele tem com as palavras. A facilidade que parece ter em traduzir em parágrafos e mais parágrafos alguma coisa que nunca havia me dado conta. A dinâmica de tudo que escreve. E o mais importante: a capacidade de fazer com que o texto soe sempre tão familiar e gostoso a ponto de mudar uma manhã fria de sexta-feira que precede um plantão de sábado.

Palmas e mais palmas. Sorrisos no rosto e diversos obrigadas. Um grito histérico de tiete (Jaaaaaaack). Fã convicta da música e agora também de suas tão bem traçadas linhas. Leiam, vale muito a pena e você preenche seu tempo.

*Aviso* Escrevo esse post entre matérias editadas, cadastros feitos, orientações e dúvidas respondidas. Então se faltar algum sentido, me perdoem, mas foi quando e onde surgiu vontade de postar.

25 Setembro, 2009 Publicado por robservando | música, net | | 2 Comentários

“Preciso me perder, como preciso de ar”

Fui para o paraíso, voltei e não queria. Lá descobri como viver sem angústia, sem ambição sem fundamento e sem jogos de ego e personalidade.

Uma semana longe pra viver. Era o que eu precisava, e o que eu tive.

Mas na verdade descobri que preciso de mais, de uma vida de verdade, de menos preocupação e uma velocidade cadenciada, ora mais lenta, ora mais veloz. De acordo com o permitido e o necessário.

Aqui há muito a conciliar, a pesar, a encontrar prós e contras e muitas decisões a tomar. As quais na maioria das vezes tomo de maneira errada. Se não pra mim, para os outros assim parece.

Fecho os olhos e relembro. Vejo e revejo as fotos e desejo. Suplico por uma vida que se assemelhe àquela ao menos em 1%.

Não sei se peço muito, se reclamo demais. Sei que sou demasiadamente inclinada a encucar, a deprimir, a questionar. Lá não havia porquê. Lá fui feliz.

Fuga. Refúgio. Chame do que quiser, eu preferi traduzir como paz.

“Perder o rumo é bom se perdido a gente encontra um sentido escondido em algum lugar” *

Sentido encontrado. Vou lá, a vida real me chama e devo obedecer.

* Enghaw – Faz Parte

11 Setembro, 2009 Publicado por robservando | Divagações | | 1 Comentário

Funny little frog

De um jeito um tanto torto, desengonçado e repentino ela sempre dá um jeito de se fazer notar.

Aproxima seu manto em vultos, em devaneios que começam curtos até virar um monólogo concreto e muitas vezes sem sentido.

Não tem hora certa, muito menos o menor senso de ocasião. Nunca se importou em ser demais ou se quer em ter recebido convite, se quer ter cabimento.

Ela é mais ela. Sabe que é forte e me enfrenta, na maioria das vezes perco e me rendo. Sou dela, mesmo sem saber o porquê.

Com ela me sinto deslocada, incompreendida e diferente ao extremo dos outros. É como se ela me bastasse, mas eu nem se quer a queria por perto. Se eu pudesse escolher, é claro.

Pra você pode ser uma escolha, pra mim não é. Ela chega e se impõe. Cabe a mim ver no que dá… se é que dá.

Domingo eu parto e deixo ela aqui, assim espero.  Tirar os pés do chão e enxergar a vida longe dela.  É o que preciso!

Até a volta!

28 Agosto, 2009 Publicado por robservando | Trivial | | 1 Comentário

O que era?

O que antes era urgência agora aparece cheio de disfarces em uma competição sem prêmios.
O que era uma vida baseada em contagens regressivas agora é uma imensidão de reticências…
O que era sorriso no rosto por vezes viraram lágrimas na face.
O que eram telefonemas sem fim são conversas corridas e sempre inacabadas.
O que era uma verdade inconfundível se esforça para não chegar em uma mentira infundada.
O que era certeza é uma dúvida martelando na minha cabeça constantemente.
O que era “borboletas no estômago” se transformou em “aperto no peito”.

O que era?

Impossível entender minha tristeza
Já desisti não existe porquê
Sou apenas mais um alegre deprê”

12 Agosto, 2009 Publicado por robservando | Divagações | | 1 Comentário

devaneios

Hoje acordei com vontade do impossível.

De fazer valer o imediatismo e pular da cama cedo, pra pegar outro rumo. Outro caminho, outro destino. Jogar a mochila nas costas e seguir. Pra onde não importa.

De beijar pela 1º vez o amor da minha vida. De não pensar e sentir tudo diferente.

Ser poeta, cantora, artista do meu próprio espetáculo. Me desnudar sem tirar uma peça de roupa; transparecer alma, coração e sentimento.

Vontade de fazer valer a pena. De valer. De fazer sem pena. O que der na telha. Pra quem quer que seja.

Me bastar, me entender. Te indagar, te entreter. Começo, meio e um fim se tiver que ser assim.

Criar um amigo imaginário e rir do real. Sonhar e concretizar.

7 Agosto, 2009 Publicado por robservando | Divagações | | 1 Comentário

De lá pra cá

Da última vez que escrevi aqui passaram-se quase 2 meses, diversos dias, um bocado de horas, minutos e segundos. Mais do que uma vida de um inseto, dois salários, algumas amizades, noites de sono e manhãs de trabalho árduo.

Nesse tempo fotografei a chuva, a lua e o sol. Sonhei com minha vó, senti saudades e tristeza. Passei por dias que duraram uma eternidade e dias que não chegaram nem a ter 12 horas quanto mais as sonhadas 36.

Vi um passarinho morto na calçada e brinquei com um cachorro virtual. Vi minha prima casar e minhas sobrinhas crescerem. Planejei viagens e férias. Fiquei naquele abraço sem pensar em nada, pensando em tudo e mais um pouco.

Esqueci da vida lá de fora sem esquecer o que realmente me faz bem. Dancei ao som de bandas que vejo muitos shows e de outras que não via há muito tempo. Descobri amigos mais sinceros e importantes do que esperava, reforcei os que já “adotei” há muito e na base do “faz parte” aprendi a tomar cuidado com outros.

Sonhei com cursos no Senac, no Sesc e na Itália que por motivos financeiros ficaram só no sonho. Zerei minha conta bancária mas fiz crescer minha coleção de DVDs. Na linha consumista adquiri um novo All Star, alguns casacos e uma mala de viagem. Virei mulherzinha e ando querendo 50 modelos de bolsas e sapatos.

Ouvi incessantemente notícias sobre a gripe suína, a restrição de circulação aos fretados, a morte do Michael Jackson e as peripécias de José Sarney.

Ouvi novos discos de bandas que adoro que não fizeram minha cabeça. Por outro lado há rumores de shows do Faith no More, Foo Fighters e Bon Jovi.

Foram quase 2 meses de trabalho, risadas, algumas lágrimas, indecisões e uns bons abraços. Enfim, eu vivi; mesmo quando não quis.  E você?

2 Agosto, 2009 Publicado por robservando | Trivial | | 5 Comentários

“A vida pra estar só”*

“Eu te avistei no meio de tanta gente feliz
e resisti por não ser igual
fiquei ao seu lado buscando um aval” *

Hoje eu almocei sozinha (por almoçar entenda comer dois pães de queijo e tomar um Vanilla na SB); e eu não tenho costume disso.
A comida desce meio torta geralmente. Não gosto de dividir uma mesa com a minha bolsa e meu casaco apenas. Viajo em olhares curiosos da minha solidão. Não gosto.
Mas hoje eu gostei, e não tenho costume disso. De repente tudo que eu precisava era daquele momento, meu e somente meu. Na companhia de uma bebida quente.

Saí de lá e passei algumas horas em uma sala teste. Análise. Questionamentos. Expectativas, desta vez sem pressão. Foi leve, como algo que deveria passar. Sem tremores, sem gaguejos, sem devaneios pessoais. E eu não tenho costume disso. Não faz tanta diferença.

Depois o metrô e o ônibus. Cheguei cedo no 359, fiquei lá sentada de expectadora. Mera curiosa de detalhes alheios. Uma bolsa com estampa divertida já vista no Center 3, o livro mais novo do autor preferido, um cabelo que lembra motivos da minha saudade, um sorriso ao cobrador. Algumas vezes dá até vontade de se aproximar de um desconhecido… E eu não tenho costume disso.

No caminho das ruas pra casa o vento frio batia no meu rosto a cada passo. Podia ser um tapa pra muitos, pra mim é um afago. A lua lá de longe iluminava meus passos. E era o que me bastava. Estava satisfeita, e eu definitivamente não tenho costume disso.

“(…) a 10 nós pra algum lugar”*

* Poléxia – A solidão dos Planctons (a música) em Poléxia – A força do hábito (o disco)

3 Junho, 2009 Publicado por robservando | Divagações | | 6 Comentários

Cristal

Fragilidade. A palavra que ecoa em meus ouvidos. Há algumas horas ela está aqui, insistente, brilhante, e ironicamente ameaçadora.

Como lutar sem saber? Como ajudar sem poder? Como sentir sem querer?

A vida é muito frágil, os laços são estreitos e as ligações facilmente cortadas.

A fragilidade realmente me assusta. Principalmente porque do meu lado, ela praticamente inexiste.

18 Maio, 2009 Publicado por robservando | Divagações | | 5 Comentários