Robs observando

O mundo pela minha ótica

Something a bit vague

Diz a sabedoria popular que nunca podemos comemorar alguma coisa boa que vem acontecendo freqüentemente que logo dão um jeito de nos contrariar.

Então por que será que a tonta aqui resolveu pensar (pois é, se quer falei) que estava com sorte em minhas últimas ídas ao cinema? Poxa, eu só estava feliz que nessa minha volta de freqüentar as salinhas escuras de telas grandes com as promoções do Cine Bombril e do HSBC.

É que desde que resolveram exigir o tal boleto junto com a carteirinha, os preços abusivos me afastaram involuntariamente do cinema, afinal comprar um DVD na maioria das vezes sai mais barato do que ver o filme em uma das zilhões de sala espalhadas por SP. Mas também, o prazer nunca vai ser se quer comparável… por isso, faço um esforço, junto uns trocados, aproveito as promoções e aos poucos assisto às tramas que me interesso.

Os últimos filmes que vi me deixaram ainda mais animada e me deram ainda mais vontade de voltar a fazer da ída ao cinema praticamente uma rotina. Porém, o de hoje confesso que me fez ter uma decepção das grandes.

Mas posso falar primeiro das notícias boas não é?

“Swenney Todd” foi a trama que deu o pontapé inicial nessa reconciliação de Roberta + preço bom = cinema feliz. E mesmo com toda “suspeitice” da pessoa que vos escreve quando se trata de Johnny Depp e Tim Burton, o filme é uma obra prima! E duvido que alguém descorde de mim, exceto os chatos de plantão. É bem feito, bem escrito, os atores arrasam e é um dos poucos musicais que não fazem toda a história parecer ridícula. Sem contar que o Tim ainda conseguiu dar um ar “leve” a um assunto que poderia ser muito mais traumatizante.

“Juno” foi o segundo e sinceramente não consigo achar uma palavra melhor que “cute” para descrevê-lo. Assisti logo após a Diablo ter ganhado o Oscar como melhor roteiro original e presenciei não só originalidade no roteiro, como em todo o resto. Ele é todo único sabe? É perfeitinho do começo ao fim, é daqueles em que costumo sair do cinema achando que as personagens são verdadeiras e que posso encontrá-los a qualquer momento no metrô. A trilha sonora é tão boa quanto e eu mal posso esperar pra tê-lo na minha coleção. Ellen Page fez valer todas os contras da Sala Aleijadinho do HSBC.

O mais recente, antes de hoje, é o “Into The Wild” (acho “Na Natureza Selvagem” feio e bem pouco sonoro). Confesso que fui assistir sem saber quase nada da história, quem seriam os atores, o diretor ou qualquer coisa além do fato da trilha sonora ter sido feito pelo Eddie Vedder. Foi isso e somente isso que me motivou a ir até o Cine Bombril na sessão popular. Porém, a surpresa foi boa, o filme pode ser cansativo em algumas horas mas traz uma história pra lá de instigante, o Emile Hirsch dá um show na pele do corajoso Chris McCandless.

Mas hoje… ahh, pra que criei tanta expectativa?

Fui ver “2 Dias em Paris” e aiii, senti sono, muito sono! A expectativa era pela Julie Delpy, sou completamente apaixonada por ela desde que vi “Antes do Amanhecer” e “Antes do Pôr-do-sol” e estava louca pra vê-la estreando como diretora.

O enredo é sobre a máxima de que todas as pessoas vivem esperando um grande amor e que só serão felizes quando tiverem o par perfeito ao seu lado. Talvez pra sair do cliché arriscaram em uma nova visão das coisas, mas perderam a mão… feio!

O início é lindo, uma narrativa ágil, recursos visuais diferentes e a promessa de cerca de duas horas de diversão pela frente. Mas de repente o que era lindo se quebra e a história se torna em uma discussão infinita baseada em sexo. Não é nada explícito, nada visual; mas talvez seria menos ruim se fossem cenas pornográficas, talvez fizesse até mais sentido.

Porque confesso que estou até agora procurando algum embasamento…  Típica história que tem tudo pra ser boa mas se perde sem mais nem menos. E o pior é que o fim é tão bom quanto o início.  Ah claro e vem de brinde um patriotismo pra lá de irritante.

 Nha, que venha o próximo… qual será? Vi o trailler de “My Blueberry Nights” (Um beijo Roubado, eu acho) que tem até a Norah Jones no elenco. Pareceu interessante.

Aceito sugestões!

31 Março, 2008 Publicado por robservando | Cinema | | 4 Comentários

Virtualização

Essa tecnologia toda que temos hoje facilitou muita coisa, mas muitas outras perderam a graça também né?

 Agora, tem coisa que passa do limite vai…

 http://www.gustavoguimaraes.com.br/arquivo/images/papelbolha.swf

28 Março, 2008 Publicado por robservando | faltadoquefazer | | 1 Comentário

“Sentir com inteligência”

Eu não suporto a expectativa de um sentimento específico. Mas não entendo o porquê disso. Se você consegue algo que quer deve ficar feliz. Se você pensa em algo que não te faz sentir bem fica triste.

Simples assim. Só não é simples se o que você pensa é o que você quer e ao mesmo tempo te deixa triste.

Quando eu falo que sou O paradoxo ambulante, tem gente que ri ou acha que é apenas um exagero… Ah, se soubessem.

Devo ter uma veia emo muitooo forte, é impressionante! (Aliás só uma espécie de post-it virtual, os emos dominarão o mundo com a vitória do Rafinha no BBB).

Infelizmente me desgarrar de más recordações ou de boas recordações que culminaram em um tempo presente ruim em determinadas situações parece não me pertencer. Eu só queria que certas coisas me incomodassem menos.

Peito aberto e cabeça erguida ativados! Avante! Coragem! Ver no que dá, é tudo que me resta pra não me autotaxar de estúpida pro resto da vida.

27 Março, 2008 Publicado por robservando | Emices | | 3 Comentários

Isto não é um cachimbo

Quando foi que eu deixei de ser disciplinada?

Ao olhar pro calendário com tão poucos “azuizinhos” aí do lado percebo que deve ter sido mais ou menos na mesma época em que a preguiça começou a tomar conta de tudo que me ronda.

 Eu queria taaanto, mas taaanto conseguir sentar aqui na frente do pc e dedicar alguns minutos pra escrever qualquer bobagem.

Tá, bobagem não porque aí ía ser um blog cheio de posts inúteis e não ía valer de nada do mesmo jeito e se fosse pra ser assim melhor que esteja desatualizado. Afinal a teoria é a mesma pra quando se tem um copo cheio de coisa ruim ou um copo vazio.

Muita gente ostenta uma xícara lotada e acha isso o máximo, eu prefiro passar dias com vontade de algo que valha a pena do que me contentar com qualquer bobagem. Acreditem em mim; eu tenho razão! Inventei de fazer capuccino com água hoje e nada é como leite, nada! Só café, mas se não tivesse leite seria só café e não capuccino….

Enfim, o que eu quero dizer é que o leite em pó que vem na mistura pra capuccino não é suficiente. Parecia uma água barrenta e nem a canela a salvou. Pra canela não salvar é porque a coisa estava feia (a minha teoria é que qualquer coisa doce que tenha canela e qualquer coisa salgada que leve óregano não podem ser ruins).

 Aliás acabei de perceber o quanto eu ainda quero fazer uma faculdade ou um curso que seja de Filosofia. Nada é melhor do que pensar, repensar e discorrer durante horas sobre uma coisa aparentemente sem importância e que provavelmente não faz sentido pra mais ninguém.

Será que minha disciplina foi pelo ralo quando deixei de ser capaz de me concentar em uma só coisa e de terminar um pensamento? É… deve ter sido.

Esse post começou em determinação e chegou em capuccino em poucas linhas!

Embora que se paramos pra pensar uma boa xícara de capuccino é muito indicada em horas que precisamos estar determinados a fazer algo. Ou melhor ainda,; caneca em vez de xícara. Xícara me remete a senhoras de terninho tomando chá, já canecas lembram minhas pantufas do Taz e minha calça de moletom que beira a misericórdia.

E não há nada nesse mundo melhor do que moletom no inverno não acham? É fofinho, confortável, reconfortante, quentinho e não dá alergia!!

Ok, ok, parei!

Farei de tudo pra que a próxima atualização seja menos distante e mais sensata!

26 Março, 2008 Publicado por robservando | Divagações | | 4 Comentários

Nasceu!!!

http://guia.folha.com.br/

Um projeto lindo que eu tive sorte de fazer parte durante as últimas quatro semanas e que agora me enche de orgulho ver no ar.

Quando eu me imaginava jornalista era trabalhando com algo bem desse tipo: cultura, informação, internet…

Pode parecer bobeira mas estou babando na carinha dele aqui e com a sensação de um sonho realizado.

Acessem! Favoritem! Divulguem! Opinem!

:-)

14 Março, 2008 Publicado por robservando | Jornalismo | | 2 Comentários

linhas traçadas

É curioso que eu não tenha escrito muito por aqui ultimamente nessa minha fase de tanto escreve, escreve, escreve…

Só tenho a dizer que é muito bom fazer aquilo a que nos propusemos. 

Apesar das coisas não tão boas que sempre aparecem e temos que enfrentar. Vida… ah eu adoro a vida hehehe

5 Março, 2008 Publicado por robservando | Jornalismo, Trivial | | 2 Comentários

uma coisa puxa outra…

Nos últimos dias tenho me sentido mal, começou fisicamente mas sei lá porquê motivo no meu caso sempre termina no psicológico.

Tudo começou com alguma coisa estragada que comi (apesar de não fazer idéia do que ser, o restaurante lá da frente tem comida ruinzinha mas nada que pareça estragado e todo mundo come lá… por que justo eu?) e terminou nessa manhã de sábado trancada em casa com um aperto abominável no coração.

Não gosto dessa sensação. Gosto menos ainda do que estar colocando tudo que como ou comi há 3 dias pra fora a cada hora mais ou menos. Gosto menos do que voltar pra lá depois de ter faltado um dia e parecer que tudo está fora do seu lugar. Gosto menos do que não poder te ver por algum motivo concreto.

A incerteza me amedronta e me faz ter vontade de ficar na cama chorando como algum filhote indefeso. É, certa vez me disseram que eu parecia um cristal de tão frágil. Pode parecer meigo, mas isso é triste. Queria ser mais forte e não me sentir tão mal por coisas aparentemente tolas.

As duas últimas semanas me trouxeram algo novo que me garante a tal vontade de levantar da cama e vários sorrisos espontâneos. O último fim de semana foi muito bom, foi feito pra matar saudade de tanta gente e de perceber gestos fofos de quem já não esperava mais.

Mas desde a maldita coisa que comi na terça tudo vem desmoronando. Na quarta era um enjôo repentino que ía e vinha diversas vezes, mas a noite teve encontro bom e filme perfeitinho (Juno). Na quinta acordei passando mal e fiquei assim o dia todo e senti falta. Na sexta foi estranho no trabalho, não me sentia como se pertencesse aquele lugar, talvez seja piração minha por ter faltado e odiar fazer isso quando sei que precisam de mim, talvez seja verdade. E a noite teve mais tristeza, mais distância… e essa sim eu torço pra que seja infundada, ah como eu torço, do fundo do raso e do meio do meu coração.

Hoje acordei passando mal novamente e de certa forma, apesar das dores físicas que se estendem do fio do cabelo até a unha do pé, fiquei feliz em saber que era isso que iria me manter em casa pelo fim de semana. Culpar a doença é mais fácil não é? A doença é fato, não é rejeição descabida ou inventada pela mente doentia de quem vos escreve.

Achei que ía dormir até tarde, mas que nada, 8h da manhã e plim! Meus olhos se recusam a se sentir pesados, devem ter criado uma certa resistência ao dramin.

Sortuda sou de ter vários box de Gilmore Girls me esperando pra me confortar.

Pena que são só eles e o edredom… nem nas guloseimas poderei procurar abraços.

Sinto falta! Muita…

1 Março, 2008 Publicado por robservando | Divagações | | 3 Comentários