Robs observando

O mundo pela minha ótica

Uma lente e nada mais

Queria que meus olhos fossem dotados de um diafragma e um obturador. Tudo que eu quisesse registrar seria questão apenas de olhar atentamente para ajustar o foco e piscar bem rápido.

Tenho visto o mundo com olhos de uma lente mecânica qualquer. Fixo o olhar, enquadro e penso que tal imagem ficaria linda em uma moldura, ou em uma parede qualquer. Têm também aquelas que deviam ser queimadas, veladas ou deletadas, à gosto do freguês.

Na última segunda, enquanto esperava sentada no primeiro ponto de ônibus da avenida Paulista quase fui capaz de tal fato. Olhei tanto tempo para aquele prédio e a dança das nuvens refletidas nas janelas espelhadas que sinto que guardei a imagem aqui dentro de mim, em algum lugar. Um lugar de fácil acesso, para sempre que precisar de um pouco de paz.

Nessas horas que percebo; devo levar mais minha câmera pra passear.

O mundo sempre fica mais bonito.

24 Fevereiro, 2009 Publicado por robservando | Trivial | | 5 Comentários

coisas

Têm coisas que uma vez quebradas, por mais que remendos sejam feitos, sempre permanecerão quebradas.

E por mais que o porquê seja questionado, também tem coisas que nunca serão respondidas de modo convincente.

Mais ainda: existem coisas que sempre estiveram na nossa frente mas alguma espécie de cegueira injusta sempre nos impediu de ver.

E aí quando a gente enxerga essas coisas, tudo se quebra. A resposta aparece de mãos dadas com milhares de justificativas e a partir daí nenhum remendo é suficiente por mais que esforços sejam feitos.

Só resta um desafio: aprender um olhar de um novo ângulo que possa garantir a aparição dos tão famosos sorrisos.

“There is taste
for everything
and for everyone,
and for everyone but me”

10 Fevereiro, 2009 Publicado por robservando | Divagações | | 5 Comentários

sem_título

Fiquei 3 dias “em casa”. Um banco de horas estourado teria se transformado em uma semana de folga. Foram na verdade 3 dias sem trabalhar, ou seria sem ganhar?
Na segunda uma despedida. Apesar do dia bom e da volta prometida com hora e data marcada, o vazio cresceu. Saber que quando der vontade ao menos um telefonema ameniza e já conforta. Agora tem que esperar pelo dia 14, quase 15. Até lá é um buraco crescendo e fazendo eco.
Terça e quarta sem muito o que fazer, deixava a parte divertida para o final da semana. Pensamentos pipocam, desgostos amargam a boca e inseguranças apertam o peito. E eu achava que tinha mudado. Na verdade só havia me ocupado. Cabeça vazia oficina do capeta. Nunca vi ditado mais sábio e verdadeiro.
A chuva chegou como sempre no mesmo horário. Com ela a sensação de que tudo vai por água abaixo, rua sem fim. Mas ela passa e tudo fica. O calor aumenta e a angústia também. Um sufoco. Uma sede que água nenhuma dá conta.
No fim são só um montante de palavras sem muito nexo jogadas em um bloco de notas sem título. Tão confusas como o turbilhão que me acomete a cada minuto. Sem revisão e sem direito a correção. Que fique assim, do jeito que tiver que ser.
No fim, acabou a folga. Acabou a possibilidade de coisas diferentes. Tudo ficou pra trás e na verdade nada mudou.
Amanhã tudo volta.

4 Fevereiro, 2009 Publicado por robservando | Divagações, Emices, Trivial | | 4 Comentários