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Fiquei 3 dias “em casa”. Um banco de horas estourado teria se transformado em uma semana de folga. Foram na verdade 3 dias sem trabalhar, ou seria sem ganhar?
Na segunda uma despedida. Apesar do dia bom e da volta prometida com hora e data marcada, o vazio cresceu. Saber que quando der vontade ao menos um telefonema ameniza e já conforta. Agora tem que esperar pelo dia 14, quase 15. Até lá é um buraco crescendo e fazendo eco.
Terça e quarta sem muito o que fazer, deixava a parte divertida para o final da semana. Pensamentos pipocam, desgostos amargam a boca e inseguranças apertam o peito. E eu achava que tinha mudado. Na verdade só havia me ocupado. Cabeça vazia oficina do capeta. Nunca vi ditado mais sábio e verdadeiro.
A chuva chegou como sempre no mesmo horário. Com ela a sensação de que tudo vai por água abaixo, rua sem fim. Mas ela passa e tudo fica. O calor aumenta e a angústia também. Um sufoco. Uma sede que água nenhuma dá conta.
No fim são só um montante de palavras sem muito nexo jogadas em um bloco de notas sem título. Tão confusas como o turbilhão que me acomete a cada minuto. Sem revisão e sem direito a correção. Que fique assim, do jeito que tiver que ser.
No fim, acabou a folga. Acabou a possibilidade de coisas diferentes. Tudo ficou pra trás e na verdade nada mudou.
Amanhã tudo volta.


