“Preciso me perder, como preciso de ar”
Fui para o paraíso, voltei e não queria. Lá descobri como viver sem angústia, sem ambição sem fundamento e sem jogos de ego e personalidade.
Uma semana longe pra viver. Era o que eu precisava, e o que eu tive.
Mas na verdade descobri que preciso de mais, de uma vida de verdade, de menos preocupação e uma velocidade cadenciada, ora mais lenta, ora mais veloz. De acordo com o permitido e o necessário.
Aqui há muito a conciliar, a pesar, a encontrar prós e contras e muitas decisões a tomar. As quais na maioria das vezes tomo de maneira errada. Se não pra mim, para os outros assim parece.
Fecho os olhos e relembro. Vejo e revejo as fotos e desejo. Suplico por uma vida que se assemelhe àquela ao menos em 1%.
Não sei se peço muito, se reclamo demais. Sei que sou demasiadamente inclinada a encucar, a deprimir, a questionar. Lá não havia porquê. Lá fui feliz.
Fuga. Refúgio. Chame do que quiser, eu preferi traduzir como paz.
“Perder o rumo é bom se perdido a gente encontra um sentido escondido em algum lugar” *
Sentido encontrado. Vou lá, a vida real me chama e devo obedecer.
* Enghaw – Faz Parte



Quando a gente desconecta de uma rotina fatigante, mtas vezes a gente volta com novos pensamentos sobre o que fazemos ou sentimos, lá é bom…concordo com vc!