Era uma vez…
Os livros infantis são super bem estruturados, com começo, meio e fim. Geralmente um final feliz.
Os livros adultos tem diversas idas e vindas e nem sempre um fim com cara de “acabou”. Vale a interpretação de quem lê. Fica lá aberto e você acha o que quiser. Não raras são as vezes que na última página provocam uma expressão de “oi?” no leitor.
A literatura imita a vida. E qualquer semelhança não é coincidência.
Círculo vicioso
Eu me apego demais as pessoas. Fato mais do que confirmado, consumado e reconhecido em cartório. Consequentemente espero demais delas e me decepciono na mesma proporção. É a ordem natural das coisas… infelizmente.
Sei muito bem que o grande segredo pra ter uma vida feliz e tranquila é não esperar nada de ninguém, nunca, em hipótese alguma. Só espere de você mesmo e mesmo assim espere uma decepção ou outra se você for como eu.
Mas eu sou cabeça dura, não é segredo pra ninguém. Repito alguns erros até a exaustão, que naturalmente, nunca chega. É mais um ciclo da minha vida; o problema é que ele se repete ao menos uma vez por semana, 15 dias se eu tiver muita sorte ou em uma fase muito boa.
É simples. Apego gera expectativa que gera decepção que gera desculpas que gera apego. Pegou né?
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Eu poderia ficar o dia inteiro aqui escrevendo pra tirar tudo de ruim que está em mim. Mas não posso.
Stand-up candy
Tenho trabalhado cerca de 11 horas por dia, de segunda a sexta. Como se não bastasse ainda tenho direito a mais algumas horas de trabalho durante feriados e finais de semana. Trabalho com rádio, a audiçao é minha principal ferramenta. E eu, tão viciada em música, ando bem amiga do silêncio quando me é permitido.
Hoje quando peguei o primeiro ônibus (de 2 necessários) pra voltar pra casa depois de uma cansativa quinta-feira me deparo com um verdadeiro stand-up do vendedor de balas. E o pior?? Não dei risada nenhuma.
Se já é um porre você querer ficar no silêncio e ter criança chorando, mãe gritando, sem-noção com radinho sem fone, gente histérica no celular contando altos babados e um cara vendendo qualquer coisa com aquele discurso batido “Eu podia estar roubando, eu podia estar matando, mas estou aqui trabalhando honestamente vendendo…” Imagina com um vendedor querendo inovar?!?!
O cara vendia as mesmas balas de “iorgute” e “aquelas que fazem bem pra garganta que vendem na farmácia, as de eucaliptcho”. Mas tinha uma postura toda Rafinha Bastos. De repente ele inventava um tema e desenrolava 50 piadas sem graça relacionadas. Até chegar é claro, no mote preferido de quem quer ganhar o povo… Jesus!
Ninguém merece!!
Anoite aí, conselho pra ser um vendedo bem sucedido: Fique quietinho degustando as preciosas balinhas que você usa como mercadoria.Faça também uma cara bem convincente de quem tem todo um discurso pronto na ponta da língua mas a bala é tão boa que você prefere sentir o gostinho a gastar saliva.
Garanto que vai ser tiro e queda. Passar vontade é uma grande arma da propaganda. E se você for vender alguma coisa no ônibus que eu estiver e usar dessa estratégia garanto que compro. Não por vontade, mas por agradecimento por poupar meus ouvidos de tanta asneira.


