Robs observando

O mundo pela minha ótica

Diga-me o que preferes…

Penso que se há um modo inteligente, sutil e muito eficaz de conhecer alguém é através de suas preferências culturais. Isso mesmo, procure saber os filmes, seriados, livros e músicas favoritas da pessoa em foco.

É questão de sensibilidade e vontade é claro, mas garanto que encontrará muito da pessoa que ela é hoje ao se interessar pelos seus ídolos.

Por esse mesmo ângulo, espero que fique feliz quando alguém quiser dividir com você as suas preferências. Eu pelo menos, quando faço isso é porque confio em você, salvo raríssimas exceções.

Essa teoria pode ser uma versão evoluída e menos maternal do “Diga-me com quem andas que direi quem tu és”. Talvez pudesser ser intulada de “Diga-me onde tu espelhas que saberei quem tu és”.

Não é raro percebermos traços da personalidade da pessoa em algum filme preferido dela, ou vai dizer que você nunca viu um fã de Amelié Poulain falar de suas preferências com uma certa poesia? Claro que viu, eu fiz isso alguns posts atrás oras.

E se a pessoa não ganha alguma coisa do enredo, ela certamente se enxerga ali de alguma forma para ter tanta paixão pela personagem. É questão de familiaridade. Dificilmente você gosta de algo muito oposto a você.

Tive certa vez uma amiga que todos consideravam cultíssima, inteligentíssima e todos outros “íssimas” que casarem com QI elevado. Não menosprezo de maneira alguma seus neurônios, mas depois que passei a ver e ouvir muito do que ela preferia passei a também identificar frases de outros autores em sua boca. E ela nem se quer preocupava-se em identificar a autoria.

E música então? Não é a toa que tanta gente que só ouve Coldplay tem tendência suícida! hahahah Tá bom, talvez eu exagere aqui porque não suporto a tal banda. Mas então, vamos falar do que eu conheço. Alguém já conheceu um fã de engenheiros do hawaii se quer que não tenha uma certa queda pelo Sul do pais?

Sem contar as piadas internas que surgem em determinados grupinhos que têm a mesma preferência. Believe me, você só vai entendê-las se procurar a raiz de tudo aquilo.

Ah sim, devo alertar que se a pessoa tiver a chamada “personalidade esponja” fica bem difícil aplicar a teoria. Mas aí nem precisa né? Você já deve saber que a pessoa é um sem personalidade mesmo, praticamente um parasita! heheh

Me defendo antes do ataque: muita coisa do que gosto me foi apresentada através de outras pessoas, óbvio. Mas pra ser uma esponja você precisa absorver qualquer coisa que lhe for apresentada, sem o mínimo critério.

Ídolo. Musica. Banda. Autor. Livro. Filme. Ator. Atriz. Seriado. Os preferidos. Humberto Gessinger. Piano Bar. Pearl Jam. Marcelo Rubens Paiva. Apanhador no campo de centeio. Quase famosos. Johnny Depp. Meg Ryan. Gilmore Girls.

Diga-me quais são os seus preferidos que direi quem tu és.

 

19 Junho, 2008 Publicado por robservando | Cinema, Divagações, Trivial, literatura, música | | 5 Comentários

Gilmore órfã

Sexta-feira assisti ao último episódio de Gilmore Girls. Me surpreendeu, foi bem bonito e estruturado, apesar de não ser de autoria da Amy (a criadora da série se afastou na última temporada).

Mas agora… o que eu faço?

Tá… tudo bem que eu tenho todos os episódios aqui guardadinhos e posso revê-los quando eu quiser. Mas saber que não vai ter nada de novo, é triste né?

Aquelas pessoinhas todas (não me atrevo a chamá-los de personagens) já faziam parte da minha vida. Sem contar o tanto de mim que via refletido em cada um dos moradores de Stars Hollow.

Aliás, foi por isso que me apeguei tanto. Eles sempre pareceram pessoas reais pra mim, ninguém ali era perfeito como na maioria dos filmes sabe? Todos tinham problemas constantes e viviam numa luta diária pra não deixar a peteca cair e levar a vida em frente.

O mais bonito é o carinho que todos tinham ali, uns pelos outros. Uns mais escondidos, outros escancarados, mas ele sempre estava lá. A certeza de que sempre vai ter alguém ali por você.

É, acho que ainda to muito sentimental pra escrever algo decente…

Mas, fala sério em qual outro seriado eu veria o Sebastian Bach cantando Hollaback Girl?? hahaha

Mas, mas… acabou buáaaaaa
Deixo que o clip com os lalalas mais fofos do mundo fale por mim

19 Maio, 2008 Publicado por robservando | Cinema, Seriados | | 2 Comentários

Uma palavra: Astronauta

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Os dois últimos dias parecem ter sido feitos sob medida pra acabar com toda minha saudade e carência. As palavras certas ele disse, os carinhos certos ele fez. O ombro dele estava especialmente moldado para minha cabeça e os abraços se encontravam na forma perfeita.

Pena que no último beijo ali na catraca do metrô, a saudade e a carência já voltem a serem
alimentadas.

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Não gosto de ver as pessoas que amo deprêzinhas. Muito menos a que nunca costuma ficar assim. Assusta sabe?

Não sei definitivamente lidar com essa situação.

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Não acho necessário ficar explicando título dos posts daqui, mas esse é bom registrar porque se não até eu corro o risco de me perguntar de onde ele veio daqui a algum tempo.

Faz parte da cena mais engraçada do filme “Não Estou Lá”, que finalmente consegui ver hoje.

Gostei bastante, apesar de achar um pouco confuso. Mas isso posso atribuir ao fato de ter ouvido mais Bob Dylan durante o filme do que durante toda a minha vida hehehe

Ah sim, e o melhor Bob é a Cate Blanchet. E o Heath Ledger não pode ter morrido, não pode!

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Um desabafo: eu realmente queria que meus cílios fossem menores. É algo irritante demais ter que lidar com as briguinhas dos “de cima” com os “de baixo”. Eles se engalfinham e eu que fico com o olho irritado.

Não há curvex que dê jeito! Poxa!

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22 Abril, 2008 Publicado por robservando | Cinema, Trivial | | 2 Comentários

Humano

Humano. É a palavra que não me sai da cabeça depois da tarde de hoje.

O filme (“My Blueberry Nights” ou o péssimo português “Um Beijo Roubado) voltou a me proporcionar boas surpresas no cinema. Havia expectativa, desde o trailler, desde a descoberta da Cat Power no elenco, desde a protagonista ser a Norah Jones. Hoje, no entanto, ela foi superada… e ahhh… como é bom quando isso acontece.

A narrativa é lenta e funciona como um convite pra que você pense na sua vida em fatos relacionados ao que são apresentados. A fotografia é linda e te incentiva a registrar cada momento – mesmo os aparentemente sem importância – da sua vida pra depois apresentá-los aos outros em forma de poesias. O elenco tem pessoas normais daquelas que você pode encontrar na esquina, nada de muita maquiagem, figurinos teatrais… imagina, a “mocinha” até suja a boca quando come!! E é isso que faz toda a trama acontecer.

Humano. O melhor jeito de descrevê-lo. Humano e muito belo, como a sua vida pode ser desde
que você permita.

Além do filme… amizade, carinho, afeto. Eu me importo, eles sabem disso. É recíproco. Amizade como não tenho notícias há tempos. Pessoas que cruzaram meu caminho e que não deixo sair dele de modo algum.

É bom saber que estão lá, que posso ajudar, que não há cobranças nem competições. Amizade, pura e verdadeira. Carinho fraterno. Amor desmedido e torcida eterna para o que preciso for. Repito: da primeira fileira com direito a pom pons.

Humano… sabe como é? Felizmente eu sei!

16 Abril, 2008 Publicado por robservando | Cinema, Trivial | | 4 Comentários

Dias assim

Tem dias em que me fecho. Olho para tudo e não quero interagir com nada. Nada que faça parte do mundo e do ato de socializar. Prefiro não falar com ninguém, não opinar e nem se quer afirmar. Tem dias em que isso parece dar muito trabalho e pouco resultado.

Tem dias em que acordo e viro para o outro lado e durmo e acordo e penso muito e durmo e sonho e acordo. Mas acordo com os olhos e com o corpo, talvez não com a mente.

Tem dias em que ninguém me entende. Nem eu mesmo. É cliché e verdadeiro. Verdade minha e de mais ninguém. Verdade incontida.

Tem dias em que me dou o direito de permanecer calada da boca pra fora. E viver um turbilhão da boca pra dentro. Turbilhão de desejos, sentidos, idéias, sentimentos. Verborragia praticamente. Não praticada. Falar me custa.

Tem dias em que um ensaio de inverno chega ao meu rosto. Uma brisa fresca. Um céu nublado. Uma imensidão de cinza com cheiro de café. Uma promessa do melhor clima do ano.

Tem dias em que pareço ter nascido para organizar. Vida, pensamentos e gavetas.

Tem dias em que tudo que quero é existir. Apenas isso. Estar. Apenas isso. Viver. Tão somente isso.

Tem dias em que nem sei, sabe como é?

São dias como hoje em que me recolho no quarto acompanhada dos poucos contos de Caio Fernando Abreu (devo dizer ótima sugestão dela) que restam. E após ele já estão Rubem Fonseca esperando seu debut e Pessoa, o meu querido Pessoa. Também há planos de um filme e uma boa tigela de pipoca de canela que ainda não sei se é boa.

São dias e dias… Dias assim.

8 Abril, 2008 Publicado por robservando | Cinema, Divagações, literatura | | 2 Comentários

Something a bit vague

Diz a sabedoria popular que nunca podemos comemorar alguma coisa boa que vem acontecendo freqüentemente que logo dão um jeito de nos contrariar.

Então por que será que a tonta aqui resolveu pensar (pois é, se quer falei) que estava com sorte em minhas últimas ídas ao cinema? Poxa, eu só estava feliz que nessa minha volta de freqüentar as salinhas escuras de telas grandes com as promoções do Cine Bombril e do HSBC.

É que desde que resolveram exigir o tal boleto junto com a carteirinha, os preços abusivos me afastaram involuntariamente do cinema, afinal comprar um DVD na maioria das vezes sai mais barato do que ver o filme em uma das zilhões de sala espalhadas por SP. Mas também, o prazer nunca vai ser se quer comparável… por isso, faço um esforço, junto uns trocados, aproveito as promoções e aos poucos assisto às tramas que me interesso.

Os últimos filmes que vi me deixaram ainda mais animada e me deram ainda mais vontade de voltar a fazer da ída ao cinema praticamente uma rotina. Porém, o de hoje confesso que me fez ter uma decepção das grandes.

Mas posso falar primeiro das notícias boas não é?

“Swenney Todd” foi a trama que deu o pontapé inicial nessa reconciliação de Roberta + preço bom = cinema feliz. E mesmo com toda “suspeitice” da pessoa que vos escreve quando se trata de Johnny Depp e Tim Burton, o filme é uma obra prima! E duvido que alguém descorde de mim, exceto os chatos de plantão. É bem feito, bem escrito, os atores arrasam e é um dos poucos musicais que não fazem toda a história parecer ridícula. Sem contar que o Tim ainda conseguiu dar um ar “leve” a um assunto que poderia ser muito mais traumatizante.

“Juno” foi o segundo e sinceramente não consigo achar uma palavra melhor que “cute” para descrevê-lo. Assisti logo após a Diablo ter ganhado o Oscar como melhor roteiro original e presenciei não só originalidade no roteiro, como em todo o resto. Ele é todo único sabe? É perfeitinho do começo ao fim, é daqueles em que costumo sair do cinema achando que as personagens são verdadeiras e que posso encontrá-los a qualquer momento no metrô. A trilha sonora é tão boa quanto e eu mal posso esperar pra tê-lo na minha coleção. Ellen Page fez valer todas os contras da Sala Aleijadinho do HSBC.

O mais recente, antes de hoje, é o “Into The Wild” (acho “Na Natureza Selvagem” feio e bem pouco sonoro). Confesso que fui assistir sem saber quase nada da história, quem seriam os atores, o diretor ou qualquer coisa além do fato da trilha sonora ter sido feito pelo Eddie Vedder. Foi isso e somente isso que me motivou a ir até o Cine Bombril na sessão popular. Porém, a surpresa foi boa, o filme pode ser cansativo em algumas horas mas traz uma história pra lá de instigante, o Emile Hirsch dá um show na pele do corajoso Chris McCandless.

Mas hoje… ahh, pra que criei tanta expectativa?

Fui ver “2 Dias em Paris” e aiii, senti sono, muito sono! A expectativa era pela Julie Delpy, sou completamente apaixonada por ela desde que vi “Antes do Amanhecer” e “Antes do Pôr-do-sol” e estava louca pra vê-la estreando como diretora.

O enredo é sobre a máxima de que todas as pessoas vivem esperando um grande amor e que só serão felizes quando tiverem o par perfeito ao seu lado. Talvez pra sair do cliché arriscaram em uma nova visão das coisas, mas perderam a mão… feio!

O início é lindo, uma narrativa ágil, recursos visuais diferentes e a promessa de cerca de duas horas de diversão pela frente. Mas de repente o que era lindo se quebra e a história se torna em uma discussão infinita baseada em sexo. Não é nada explícito, nada visual; mas talvez seria menos ruim se fossem cenas pornográficas, talvez fizesse até mais sentido.

Porque confesso que estou até agora procurando algum embasamento…  Típica história que tem tudo pra ser boa mas se perde sem mais nem menos. E o pior é que o fim é tão bom quanto o início.  Ah claro e vem de brinde um patriotismo pra lá de irritante.

 Nha, que venha o próximo… qual será? Vi o trailler de “My Blueberry Nights” (Um beijo Roubado, eu acho) que tem até a Norah Jones no elenco. Pareceu interessante.

Aceito sugestões!

31 Março, 2008 Publicado por robservando | Cinema | | 4 Comentários