Robs observando

O mundo pela minha ótica

Círculo vicioso

Eu me apego demais as pessoas. Fato mais do que confirmado, consumado e reconhecido em cartório. Consequentemente espero demais delas e me decepciono na mesma proporção. É a ordem natural das coisas… infelizmente.

Sei muito bem que o grande segredo pra ter uma vida feliz e tranquila é não esperar nada de ninguém, nunca, em hipótese alguma. Só espere de você mesmo e mesmo assim espere uma decepção ou outra se você for como eu.

Mas eu sou cabeça dura, não é segredo pra ninguém. Repito alguns erros até a exaustão, que naturalmente, nunca chega. É mais um ciclo da minha vida; o problema é que ele se repete ao menos uma vez por semana, 15 dias se eu tiver muita sorte ou em uma fase muito boa.

É simples. Apego gera expectativa que gera decepção que gera desculpas que gera apego. Pegou né?

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Eu poderia ficar o dia inteiro aqui escrevendo pra tirar tudo de ruim que está em mim. Mas não posso.

19 Novembro, 2009 Publicado por robservando | Emices | | 2 Comentários

sem_título

Fiquei 3 dias “em casa”. Um banco de horas estourado teria se transformado em uma semana de folga. Foram na verdade 3 dias sem trabalhar, ou seria sem ganhar?
Na segunda uma despedida. Apesar do dia bom e da volta prometida com hora e data marcada, o vazio cresceu. Saber que quando der vontade ao menos um telefonema ameniza e já conforta. Agora tem que esperar pelo dia 14, quase 15. Até lá é um buraco crescendo e fazendo eco.
Terça e quarta sem muito o que fazer, deixava a parte divertida para o final da semana. Pensamentos pipocam, desgostos amargam a boca e inseguranças apertam o peito. E eu achava que tinha mudado. Na verdade só havia me ocupado. Cabeça vazia oficina do capeta. Nunca vi ditado mais sábio e verdadeiro.
A chuva chegou como sempre no mesmo horário. Com ela a sensação de que tudo vai por água abaixo, rua sem fim. Mas ela passa e tudo fica. O calor aumenta e a angústia também. Um sufoco. Uma sede que água nenhuma dá conta.
No fim são só um montante de palavras sem muito nexo jogadas em um bloco de notas sem título. Tão confusas como o turbilhão que me acomete a cada minuto. Sem revisão e sem direito a correção. Que fique assim, do jeito que tiver que ser.
No fim, acabou a folga. Acabou a possibilidade de coisas diferentes. Tudo ficou pra trás e na verdade nada mudou.
Amanhã tudo volta.

4 Fevereiro, 2009 Publicado por robservando | Divagações, Emices, Trivial | | 4 Comentários

Ironias do destino… será?

Impressionante como uma noite que estava planejada de uma maneira pode ser transformada totalmente. E claro, pra pior. É aquela máxima de que nem tudo tem explicação. E não tem mesmo. Por mais que eu tente encontrar uma.

Também queria achar uma maneira de mostrar para as pessoas que eu me importo. Que eu gosto, muito. Que eu sinto falta. Mas tinha que ser de uma maneira que não deixasse dúvidas, que não sobrasse mágoas.

Queria entender essas tais ironias do destino que me forçam a sempre deixar uma lacuna sem preenchimento. Um vácuo entre algo que deveria parecer com o que eu sinto que é: uma amizade cheia de importância. Daquelas em que se há falta, há dor também. Intensa.

As vidas são diferentes. Os horários também. O sentimento eu espero que não. O curioso é a ironia que planeja cuidadosamente inúmeros desencontros. E que vão muito além dos físicos.

Sei lá, só sei que sinto falta.

E eu que nem lembrava direito como era sentir essa melancolia… É pior do que eu imaginava. Ah é…

20 Setembro, 2008 Publicado por robservando | Emices | | 5 Comentários

Sad…

Não quer sair de casa. Quando sai não quer voltar. Mas também não quer ficar onde está.
Difícil não?

Fones nos ouvidos com alguma música triste. Óculos de sol no rosto.
Evita ouvir o que não quer e pedidos pra falar o que não deve. Evita contato visual.
Evitam lembrar que o mundo existe, e é cruel.
Difícil não?

Calor. Sol forte. Cabeça latejando. Dente (ou falta de) pulsando.
Lá dentro não faz sol, mas o clima é ainda mais pesado.
Difícil não?

Ser forte. Muralha. Mulher admirável.
Na verdade nunca esqueceu quando a definiram como um cristalzinho. Frágil que só e nada

lapidado ainda por cima.
Nem se tornar jóia vale a pena. Quem dirá preciosa.

Conversas que não interessam. Perguntas retóricas. Perguntas similares. Perguntas

repetidas.
As pessoas não tem culpa, mas meu humor não se dá conta disso sempre.
Me recolho. Me escondo. Não entendem e me rotulam de mal educada do mesmo jeito.
Difícil não?

Sempre achei que deveríamos dar tempo à tristeza. Foi contrariar agora aguenta.

Reclamar não adianta nada. Guardar adianta menos ainda.
Fazer seria a solução, só falta saber o quê.
Difícil não?

Se fosse fácil não seria a vida!

A meta é melhorar….
Difícil não? E já sei que não é impossível antes dos comentários…

19 Agosto, 2008 Publicado por robservando | Divagações, Emices, Revolta | | 2 Comentários

“Sentir com inteligência”

Eu não suporto a expectativa de um sentimento específico. Mas não entendo o porquê disso. Se você consegue algo que quer deve ficar feliz. Se você pensa em algo que não te faz sentir bem fica triste.

Simples assim. Só não é simples se o que você pensa é o que você quer e ao mesmo tempo te deixa triste.

Quando eu falo que sou O paradoxo ambulante, tem gente que ri ou acha que é apenas um exagero… Ah, se soubessem.

Devo ter uma veia emo muitooo forte, é impressionante! (Aliás só uma espécie de post-it virtual, os emos dominarão o mundo com a vitória do Rafinha no BBB).

Infelizmente me desgarrar de más recordações ou de boas recordações que culminaram em um tempo presente ruim em determinadas situações parece não me pertencer. Eu só queria que certas coisas me incomodassem menos.

Peito aberto e cabeça erguida ativados! Avante! Coragem! Ver no que dá, é tudo que me resta pra não me autotaxar de estúpida pro resto da vida.

27 Março, 2008 Publicado por robservando | Emices | | 3 Comentários

Distância… distanciamento?

O caso é simples, eu tento ser uma pessoa mais desencanada pra acompanhar a tendência, mas às vezes sou acometida por sensações de pessoa emoneuroticasaudosistaencanada que sou.

Queria muito não me importar com muita coisa. Queria ser menos apegável. Queria colocar em prática a lição mais valiosa que me deram “nunca espere nada de volta de pessoa alguma”.

Estive pensando em como alguns relacionamentos podem ser voláteis. Sabe a coisa sobre pessoas inconstantes que disse no post anterior? É bem isso.

Você já parou pra pensar em quantas pessoas passaram pela sua vida? E quantas delas você ainda sabe o paradeiro (ok, depois do orkut ficou mais fácil, mas tente ser realista)? Quantas delas você ficaria feliz e nada constrangido ao encontrar?

Meus números são beeeemm altos!

Em muitos casos sei que é culpa minha, perdi algumas pessoas por simples descuido, por descaso infundado do qual só me dei conta mais tarde. Outras fiz questão que a distância levasse ao distanciamento total. E tem aquelas que se vão para além do nosso convívio por simples fato de destino, pelo rumo que as vidas levam.

O que dói é quando fazem isso com a gente e não conseguimos achar explicação. (Por mais que eu procure, não encontro.)

Tenho medo de mudanças, tenho medo de pessoas que mudam drasticamente, tenho medo de relações humanas eu acho.

A quem interessar possa, o carinho que sinto ainda está aqui. É dificil mudar isso quando é sincero.

Distância tudo bem, em muitas vezes ela é inegável. As pessoas que mais amo além da minha família moram longe.  Distanciamento, esse não quero, mesmo!

8 Fevereiro, 2008 Publicado por robservando | Divagações, Emices | | 2 Comentários

Fragilmente forte

É desespero, é amor ou é necessidade? Dói como um, acarinha como outro e alimenta como o terceiro. Sinto medo dessa coisa que me acomete dia e noite, há anos e sempre pela mesma emoção. Pela mesma alma, corpo e personalidade.

Tão diferente em partes, tão igual em outras.

Tão dificil de ser compreendido e  extremamente fácil de ser julgado. Julgamento feio, de dedo na ferida e cuspe na cara. É gente querendo me ver feliz e me fazendo a pessoa mais triste do mundo, a troco de nada.

Queria que tudo fosse mais fácil e “normal”, como é pra maioria. Queria que não existisse mais que um mundo. Quero uma vida feita de sorrisos e esperança.
Não quero mais lágrimas e medo.

Preciso da sua força pra me fortalecer, da sua coragem pra me encorajar, da tua mão pra me apoiar e da tua compreensão com o que levar tempo. Preciso ver nos teus olhos a minha vontade de que dê certo refletida na sua determinação de nos entedermos. Não balança por favor, porque eu caio.

Se pudesse colocava uma etiqueta de “cuidado, frágil”…

São duas vidas querendo ser um mundo. Precisa-se de dois corpos pra formar um abraço seguro. E de preferência, viver neles.

27 Janeiro, 2008 Publicado por robservando | Emices | | 2 Comentários